CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - A SEGUNDA TRAGÉDIA PARA CANOAS
- CICS Canoas

- 15 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 17 de dez. de 2025
Sob a gestão do Governo Lula, a Caixa Econômica Federal (CEF) suspendeu, desde o início das enchentes, a contratação de projetos e lançamentos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) na região oeste de Canoas — justamente a área que mais necessita de investimentos para viabilizar sua reocupação e retomada econômica.
A União, por meio do Governo Federal, pode não ser a única responsável pelo desastre natural, mas tem responsabilidade constitucional pela defesa permanente contra inundações (CF, art. 21, XVIII). Portanto, deveria atuar não apenas na proteção de mais de 180 mil pessoas que vivem na área afetada, como também ser o protagonista na reconstrução e no desenvolvimento dessa região estratégica da Região Metropolitana.
Desde então, a CEF direciona seus investimentos para a região leste de Canoas — não atingida pela tragédia e já em acelerado crescimento pelo impulso do setor privado — e abandona a região oeste à completa estagnação. O resultado visível é o êxodo das famílias e das empresas, gerando a desertificação urbana e a progressiva desvalorização imobiliária, além do provável aumento de ocupações irregulares, invasões de áreas públicas e privadas. Essa omissão transmite uma mensagem clara: o poder público não garante segurança nem incentiva a retomada da vida e dos negócios na região oeste.
É preciso inverter essa lógica. A CEF, como banco público federal, não pode exigir da Prefeitura de Canoas investimentos de proteção que, por determinação constitucional, cabem à própria União. Como principal balizadora do mercado imobiliário nacional, se mantiver essa postura de desprezo, a CEF sinalizará a outras instituições financeiras que a região não é segura para investimentos — condenando o território mais bem localizado da Região Metropolitana a um colapso socioeconômico. Vale registrar que a CEF utiliza recursos dos cidadãos brasileiros e canoenses (FGTS, poupança, etc.) para financiar os programas habitacionais.
Permitir esse abandono seria aceitar o início de um ciclo perverso: êxodo de empresas e famílias, queda de arrecadação, perda de empregos e de renda, empurrando Canoas para a decadência.
O momento exige o oposto: união de esforços e pressão da sociedade para que a CEF e o Governo Federal revertam essa política de omissão e cumpram seu dever constitucional de proteger a população e viabilizar moradia digna. Os contribuintes de Canoas pagam seus impostos. É hora de a União devolver, com ações concretas, a contrapartida que a cidade merece.
Renan Zancanaro
Vice-Presidente de Desenvolvimento Urbano da CICS Canoas
André Guindani
Vice-Presidente de Relações Institucionais da CICS Canoas
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